Winext lança o mais abrangente estudo quantitativo sobre tendências, sentimentos e expectativas para o mercado brasileiro na avaliação de profissionais do setor

O universo vinícola é vasto e complexo. Em cada prateleira de supermercado ou menu de restaurante, o público se depara com uma grande variedade de uvas, rótulos, denominações de origem e marcas. Soma-se a isso o crescente desequilíbrio entre o volume de oferta e demanda, e o resultado é uma categoria cada vez mais difícil de navegar – tanto para os produtores como para os consumidores.

No entanto, eles não são os únicos atores desta história. Fazendo o meio de campo, encontramos o trade. Distribuidores, varejistas, sommeliers e outros profissionais do setor desempenham um papel crucial, curando seleções, oferecendo orientação nos pontos de venda, observando a demanda e, em última análise, ajudando a moldar as preferências do consumidor final. 

Em um contexto de rápido crescimento no mercado brasileiro, com mais de 439 milhões de litros comercializados e um faturamento que ultrapassou os R$ 20 bilhões em 2022, este papel se torna cada vez mais importante na orientação dos novos consumidores e no comportamento de compra.

O consumo de vinho no Brasil é de 2.4 litros per capita, ocupando o 33º lugar no ranking global – volume relativamente baixo para a 11ª economia do mundo, com a 5ª maior população adulta.

Para decifrar esse mercado em evolução, a Winext lançou em outubro de 2023 a "Pesquisa de Sentimento do Trade do Vinho no Brasil". O estudo não apenas lança luz sobre as características do mercado atual, mas também indica para onde os ventos das tendências estão soprando. 

Com 357 respondentes de todas as regiões do Brasil – na maioria, proprietários e gerentes com mais de uma década de experiência – a pesquisa promete ser uma ferramenta valiosa para todos que buscam não apenas sobreviver, mas prosperar no dinâmico mercado do vinho. No novo artigo do Blog da Winext, confira 6 insights sobre o mercado brasileiro de vinhos na visão destes profissionais. 

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Na 11ª posição em volume de faturamento no mercado global do vinho, o Brasil atravessa um momento de crescimento e otimismo, com um grande mercado de consumidores que ainda não consomem a bebida regularmente a ser explorado (Crédito: Pesquisa Winext).

#1 - Otimismo do Trade no Pós-pandemia

O cenário pós-pandêmico poderia ser desanimador para muitos setores. No entanto, o trade vinícola brasileiro não só resistiu como demonstrou uma onda palpável de otimismo.

De acordo com a pesquisa da Winext, 3 em cada 4  profissionais do trade têm planos de expandir seus portfólios no futuro. Apenas uma minoria, cerca de 5%, considera a redução de seus portfólios. Isso indica um claro interesse em explorar novas oportunidades e expandir o alcance do mercado.

A segurança financeira e profissional também predominam. Mais da metade dos entrevistados se sente seguro em seu trabalho e otimista quanto à evolução de suas finanças pessoais no próximo ano. Além disso, 60% esperam que o próximo ano seja ainda melhor.

Este otimismo não é infundado. No entanto, os dados devem ser interpretados com cautela: além de não termos um histórico para comparação, algum grau de euforia é esperado após a superação da pandemia.

#2 - Crescimento dos Vinhos Brasileiros

O vinho nacional está ganhando cada vez mais espaço na atenção do trade. De acordo com a pesquisa, 76% dos participantes identificaram um significativo potencial de crescimento para os vinhos produzidos em terras brasileiras.

Para vinhos tranquilos, o Brasil se destacou por apresentar um aumento notável no valor médio de venda por garrafa, sendo superado apenas por Portugal no desempenho de vendas. O cenário para os espumantes brasileiros é ainda mais promissor, liderando com folga em relação a outras origens nos principais indicadores: desempenho de vendas, ticket médio e potencial de crescimento.

Enquanto as expectativas são altas para o vinhos de Brasil, Argentina e Portugal, o trade espera um cenário mais estável para França, Chile e Espanha.

Em resumo, a confiança do trade no desempenho dos vinhos brasileiros é evidente, assim como para Portugal e Argentina. Por outro lado, o otimismo para os rótulos de França, Chile e Espanha é moderado, com a maioria dos respondentes prevendo estabilidade nas vendas. 

O vinho nacional se destacou como a origem de maior potencial de crescimento na visão do trade, principalmente na categoria dos espumantes (Crédito: Pesquisa Winext).

#3 - Brancos e espumantes emergem como oportunidades

O paladar dos consumidores está em constante evolução, e a pesquisa da Winext ajuda a entender esta mudança no mercado brasileiro. Os vinhos brancos, por exemplo, vêm conquistado um espaço considerável. Segundo o estudo, 3/4 dos entrevistados enxergam um crescimento contínuo nesse segmento.

O mesmo nível de otimismo vem sendo observado para os espumantes, que também se destacam nos indicadores de mercado. Quanto às suas versões, o destaque vai para os espumantes brut e rosé, seguidos do extra-brut e do moscatel.

Por outro lado, o otimismo para os rosés dá sinal de moderação. O percentual de respondentes que espera uma estabilização nas vendas deste segmento é maior do que o dos brancos e espumantes, indicando que a euforia dos últimos anos esteja diminuindo.

#4 - Vinhos Orgânicos e Bag-in-Box em Foco

Os estilos alternativos também vêm ganhando espaço na atenção do trade. Dentre eles, a pesquisa da Winext destaca os vinhos orgânicos como líderes em oportunidade de crescimento.

Logo atrás, seguem os biodinâmicos e naturais, reafirmando a procura por rótulos mais sustentáveis. Por outro lado, vinhos de baixo teor alcoólico e aqueles sem álcool não despertaram o mesmo nível de interesse, sendo percebidos como de menor oportunidade pelos profissionais do setor.

Paralelamente, a percepção das embalagens alternativas também vem se transformando. O formato Bag-in-box foi identificado como o de maior potencial de crescimento entre os tipos de embalagem avaliados. A praticidade e a conservação estendida deste formato são atrativos inegáveis, ao passo que a meia-garrafa também é vista como promissora.

Os chamados estilos “sustentáveis”, principalmente os orgânicos, geram expectativas positivas entre os profissionais do setor, que por outro lado são menos otimistas com as opções sem álcool ou de baixo teor alcoólico (Crédito: Pesquisa Winext).

#5 - Desafios e oportunidades no horizonte

Navegar pelo mercado vinícola não é tarefa fácil. Na visão dos profissionais do setor, a instabilidade econômica brasileira e a nossa carga tributária estão entre as maiores barreiras, elevando os custos e afetando a competitividade dos negócios do setor.

Crise econômica na Argentina e desvalorização do Peso agravam o problema do contrabando e comércio ilegal de vinhos no território brasileiro.

Adiciona-se a essa equação o problema do contrabando, que vem se agravando com a crise econômica na Argentina e a contínua desvalorização do Peso. Além de prejudicar as vendas legítimas, o comércio ilegal de vinhos compromete a integridade do produto e contribui para o fortalecimento de organizações criminosas no país.

No entanto, oportunidades também estão à vista, principalmente com o surgimento e consolidação de novos canais de venda. O e-commerce, por exemplo, é um canal que avançou muito nos últimos anos e novas ferramentas de venda direta vêm se mostrando promissoras, como o social commerce.

#6 - Boom do Enoturismo

Por fim, o enoturismo emerge como a tendência mais observada pelo trade no mercado vinícola brasileiro. Sete em cada dez profissionais do setor apontam que as visitas a regiões vinícolas e as experiências associadas possuem alto impacto nos seus negócios.

As atividades associadas, como degustações, workshops e eventos temáticos, reforçam o engajamento do público e proporcionam uma conexão mais profunda com o universo do vinho. Em um cenário onde a experiência do consumidor é cada vez mais valorizada, o enoturismo demonstra ser uma ferramenta poderosa para a indústria vinícola nacional.

Dentre as principais tendências do vinho, o enoturismo tem sido fator fundamental no estímulo às vendas na experiência dos profissionais do setor, superando tendências fortes no mercado global como a da moderação no consumo de álcool (Crédito: Pesquisa Winext).

Navegando a transformação

O mercado vinícola brasileiro está em uma fase de transformação notável. Desde o otimismo do trade pós-pandemia e a ascensão dos vinhos nacionais, até a notável influência do enoturismo, o panorama é de mudança e crescimento. As variadas tendências e desafios apontam para um setor dinâmico, pronto para adaptar-se às demandas e preferências emergentes do consumidor.

Neste cenário, negócios do setor terão de amadurecer as suas estratégias com o apoio de dados confiáveis. Para os que desejam aprofundar-se nas nuances deste mercado e tomar decisões de negócio mais assertivas, a Pesquisa de Oportunidade e Sentimento do Trade do Vinho no Brasil Winext® pode ser uma grande aliada.

Para saber mais sobre como adquirir o relatório completo, basta entrar em contato com a Winext pelo e-mail: pesquisa@wine-xt.com.

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Foto de capa: Winext